O vale arido do seu coracao sera um manancial

Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques. Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus. Salmos 84:6-7

O Vale de Baca. Algumas traduções o chamam de Vale das Lamentações, Vale de Lágrimas, Vale das Balsameiras e Vale Árido. Baca significa choro, lágrima. Era passagem obrigatória para quem estava a caminho de Jerusalém vindo de uma difícil jornada por um interminável deserto. É como construir uma esperança e ao mesmo tempo a destruir. Mesmo sabendo que a terra é árida, corria que as chuvas da região enchiam cisternas cavadas pelas caravanas que por ali passavam. Uma frustração agonizante brota na alma de quem andara tanto e sabia que não havia no caminho nenhum material capaz de reconstruir a esperança. E ainda havia era muito para caminhar.

Quando nos sentimos esgotados, procuramos força para ir adiante e não achamos, concluímos que somos como aquelas cisternas secas. Sobra disposição somente para sentar no meio fio e chorar. Quantas vezes você se sentiu assim na escola no casamento, na profissão e consigo mesmo?

Senhor, não tem mais jeito, acabaram-se todas as opções, estou nas tuas mãos, me salva. Deus não transforma vales férteis em mananciais, pois estes, assim como os sãos, não precisam de médico. Jesus veio para aqueles que adoecem. Talvez ele permita que caiamos com a cara na areia, só para reconhecermos o quanto precisamos dele. Não é ele quem cria a queda, mas a usa para a nossa restauração.

Jesus passa por vales áridos e logo na primeira chuva o enche de viço, de pássaros, de borboletas e de frutos. Neste processo nos levantamos renovados, vibrantes e sadios. A perna enrijece, os joelhos se firmam, a cabeça levanta e os olhos procuram um novo rumo. É assim que acontece com o caído, mas sacudido pela Graça de Jeová.

Não será de si mesmo ou do legalismo que você extrairá forças, nem do ativismo institucionalizado e muito menos das chamadas obrigações religiosas, mas da fonte de Águas Vivas. Charles Spurgeon admitiu que um religioso cheio de regras pode estar vazio de Deus e disse: “Descobri que, em minha vida espiritual, quanto mais regras estabeleço, mais pecados cometo. O hábito da oração diurna e noturna é indispensável na vida do crente, mas prescrever a duração da oração, criar um lembrete obrigatório das pessoas e assuntos podem gerar uma prisão e sufocar a oração ao invés de ajudá-la”.

Deixe o Espírito fluir livremente de seu interior, não ponha limites de tempo, qualidade e quantidade.

Ubirajara Crespo

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