Encurtando distancias missionarias

Levi santosMt 28:19: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Contrariando o parecer geral, a ênfase deste versículo não recai sobre o IDE, mas sobre o FAZEI DISCIPULOS. Nas últimas instruções dadas aos seus discípulos, Jesus se refere ao ato de se espalhar pelo mundo como uma casualidade premeditada, mas não obrigatória.

Para expressar esta ideia, o Senhor utilizou um modo verbal grego equivalente ao gerúndio em nossa língua, dando ao IDE, o status de uma sugestão e não de um mandamento. O imperativo fica por conta do discipular.

Talvez seja por isto que há tantos chamados missionários para a Europa, Florida, Havaí, Toronto, Dubai e demais paraísos tropicais. Dá a impressão de que Deus não chama ninguém para a Coreia do Norte, Bagdá, Síria e Turquia. O negocio é IR, não importa para onde e nem o que fazer. Basta levar a prancha de Surf, a cadeira de praia e a sunga.

Não podemos substituir a visão da tarefa pela visão das praias, dos condomínios, das montanhas nevadas, dos Euros e dos dólares.

Para discipular nem precisamos sair do lugar, pois há povos, ainda não alcançados, mais próximos de nos do que imaginamos. Olhe para o alto dos morros e para debaixo das pontes. Levante os olhos e veja prostíbulos, Cravolândia, calcadas, pórticos, lixões e o Cojac. Eles estão logo ali, virando a esquina.

Jerusalém, Judeia e Samaria são vizinhos. A distância que nos separa dos confins da Terra não é geográfica, mas de visão missionaria e entendimento de tarefa. Parece longe para quem quer IR, mas muito perto para quem entende que a missão é discipular.

Ubirajara Crespo

Publicado a partir do BlackBerry para o WordPress.

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