Disturbios mentais previstos na engenharia genetica

O escritor do Salmo 139, sabia que todos os dias da sua vida foram contados. É claro que ele não aprendeu isto na Universidade de Genebra, enquanto cursava Medicina. A crenca na onisciencia divina ja era bem difundida na epoca. Foi uma deducao obvia.

Deus ja havia anunciado a Adão, que a sua queda alteraria sensivelmente o seu planejamento original. Itens que não constavam da sua formacao seriam acrescentados, ou seriam retirados itens constantes no seu DNA? Teria de conviver com a expectativa da morte ou a ausencia da eternidade, como preferir.

Não quero parecer conclusivo, mas isto me cheira a natureza pecaminosa que veio com a queda de Adão. Duvido, porém, que algum cientista se dedique a estudar as causas das nossas anomalias genéticas por este ângulo.

Faz parte da minha carteira teológica a crença de que o pecado criou uma anomalia genética que se transformou em uma bola de neve capaz de provocar outras pequenas avalanches, que provocam outras, e assim por diante.

Este efeito cascata só poderá engatar a marcha-a-ré, quando finalmente nossos corpos forem transformados. O corruptível se revestirá da incorruptiblilidade (Leia 1Co 15).

A viagem de volta ao inicio de todas as coisas, quando tudo era perfeito, já esta agendada, mas ainda não temos acesso a esta informação. Será o maior susto e a mais agradável surpresa já guardados em um banco de dados.

Ubirajara Crespo

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Veja esta reportagem:

Os cientistas assosciaram cinco problemas psiquiatricos a defeitos nos cromossomos 2 e 10.
Anomalias genéticas comuns foram encontradas em cinco grandes problemas mentais, segundo o maior estudo já realizado sobre o tema e publicado recentemente (2013).

Cientistas americanos analisaram o patrimônio genético de 33.332 pacientes portadores de transtornos invasivos do desenvolvimento (ou transtornos autistas), transtornos de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno bipolar, depressão maior e esquizofrenia.

O genoma dos pacientes foi comparado com o de um grupo de controle, composto por 27.888 pessoas sem registro de nenhum destes transtornos.

Os cientistas descobriram que os cinco problemas tinham em comum defeitos nos cromossomos 2 e 10, assim como em outros dois genes que participam da regulação do cálcio nas células do cérebro.

Um destes genes, denominado CACNA1C, só havia sido associado a transtornos bipolares e à esquizofrenia.

Segundo o estudo, publicado na revista médica britânica Lancet, os genes fazem parte de um quadro geral e não podem, sozinhos, explicar as causas destes transtornos.

Os genes estudados provieram, na maioria, de pessoas de origem europeia, segundo os autores do estudo, para os quais os resultados poderiam ser diferentes com pessoas originárias de outras regiões. Eles esperam que os resultados do estudo permitam melhorar o diagnóstico de doenças psiquiátricas.

A classificação de distúrbios mentais é muito delicada porque os sintomas podem ser vagos e contraditórios.

Outros estudos genéticos já tinham demonstrado pontos em comum entre diversas doenças autoimunes, como a artrite, a psoríase ou a doença de Crohn, uma enfermidade inflamatória crônica do intestino.
 

Fonte – UOL

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