Grife religiosa dilui a fe

Escolhi uma frase para definir a minha fé: Acima de tudo sou Cristão e estou evangélico, entendendo que ela tem tudo a ver com minha condição interior. Quanto a religião, a entendo como uma das grifes que colocamos no nossos cabides.
Cabide e marcas não faltam nos desfiles e proposições ditos como evangélicos. Você pode escolher entre tradicionais, renovados, Pentecostais, Neopentecostais, Históricos, Messiânicos, pouca ou muita água, etc.

Do lado dos Católicos, que apesar de terem conseguido colocar tudo no mesmo guarda roupa, temos: Capuchinhos, Dominicano, Franciscanos, Modernistas, Tradicionais, Jesuítas e Carismáticos. E cada um deles abre um grande leque para cultos voltados para todos os Santos.

Existem ainda os Católicos ortodoxos, a Igreja Católica Brasileira, etc.

Chega!

Santa promiscuidade! Sou Cristão, mas no meu Guarda Roupas estão algumas cores e grifes. Só não visto a roupa da maldição hereditária, da adivinhação, dos atos proféticos, dos atos patéticos, da conquista da cidade do determina que acontece, da viagem astral, e outros modismos.

De qualquer forma, prefiro acreditar que a grife não sinaliza retidão de coração para com o Senhor.

Antes de Jesus consumar sua obra redentora, declarou que Natanael, mesmo vivendo em tempos onde a variedade religiosa não era tão grande, tinha sua grife religiosa, mas, segundo Jesus, era um Israelita em quem não havia dolo. É esta condição que persigo há 47 anos como Cristão. O resto é figuração.

Você julga pela roupa ou pelo coração?

O problema é que a roupa a gente vê. Por isto a maquilagem impressiona tanto.

Ubirajara Crespo

Publicado a partir do BlackBerry para o WordPress.

Adquira a sua Biblia aqui:
http://www.editoraagape.com.br

Anúncios